Solar
BESS no McDonald’s em Salvador: load shifting com HoyUltra 2
Case em Salvador usa BESS Hoymiles HoyUltra 2 de 261 kWh e 125 kW com load shifting para reduzir a exposição à tarifa de ponta em uma operação comercial.
O primeiro comissionamento BESS Hoymiles no estado da Bahia mostra como potência, capacidade e estratégia de despacho podem ser combinadas para reduzir a exposição de uma operação comercial à tarifa do horário de ponta.
Como o BESS foi aplicado neste case?
Uma unidade do McDonald’s em Salvador recebeu um BESS, sistema de armazenamento de energia em baterias, Hoymiles HoyUltra 2 HESS-261-2h com 261 kWh de energia nominal e 125 kW de potência nominal. O equipamento foi configurado para load shifting: carrega fora da ponta e descarrega durante a ponta, reduzindo a compra de energia da rede no período tarifário mais caro.
A Amara NZero Brasil fornece soluções BESS Hoymiles e apoia integradores da especificação ao comissionamento. O case transforma a gestão temporal da energia em uma aplicação concreta para estabelecimentos comerciais e projetos C&I.
| 261 kWhenergia nominal da bateria | 125 kWpotência nominal na rede |
| 90,3%eficiência máxima de ciclo completo | LFP 314 Ahtecnologia das células |
Por que o horário de ponta é um desafio para estabelecimentos comerciais?
Nas modalidades tarifárias do Grupo A, a ANEEL aplica postos de ponta e fora de ponta. O período de ponta corresponde a três horas consecutivas nos dias úteis, enquanto o fora de ponta reúne as horas complementares. Os horários são definidos por cada distribuidora no processo de revisão tarifária.
Restaurantes, supermercados, hotéis, hospitais, centros logísticos e indústrias podem manter cargas relevantes exatamente nesse intervalo. Refrigeração, climatização, iluminação, equipamentos de cozinha e sistemas de atendimento não podem ser interrompidos somente porque a energia ficou mais cara. O BESS permite atuar sobre a origem temporal da energia que atende essas cargas.
Fonte regulatória: ANEEL, Postos Tarifários.
Como funciona o load shifting com BESS?
Load shifting, ou deslocamento de carga, é uma estratégia que transfere o uso econômico da energia entre períodos. Fora da ponta, o BESS carrega e se comporta como uma carga controlada. Durante a ponta, descarrega a energia armazenada para atender parte da demanda do estabelecimento.
Fora do horário de pontaO EMS autoriza o carregamento conforme horários, limites de potência, estado de carga e regras definidas no projeto. | Durante o horário de pontaA energia armazenada é despachada para a carga e reduz a quantidade comprada da distribuidora no intervalo de maior tarifa. |
BESS reduz consumo ou custo?
Em uma aplicação exclusiva de load shifting, a meta central é reduzir o custo da energia adquirida, não necessariamente o total mensal de kWh consumidos. Como existem perdas na carga, conversão e descarga, a eficiência de ciclo precisa entrar na modelagem financeira.
Qual é a diferença entre 125 kW e 261 kWh neste projeto?
125 kW representam potência. Esse valor indica quanto o sistema pode entregar em determinado momento nas condições nominais informadas pelo fabricante.
261 kWh representam energia nominal. Esse valor expressa a quantidade de energia armazenada na bateria. A energia efetivamente utilizável em uma operação depende dos limites de estado de carga, da eficiência, da estratégia, das condições de operação e das definições do projeto.
A relação nominal entre energia e potência é próxima de duas horas, coerente com a identificação HESS-261-2h. Isso não significa que qualquer instalação terá duas horas fixas de autonomia, pois a duração real muda com a potência solicitada e as reservas operacionais.
Load shifting, peak shaving e backup resolvem o mesmo problema?
As três estratégias podem compartilhar o mesmo ativo, mas precisam ser avaliadas separadamente. Cada uma utiliza potência, energia e estado de carga de forma diferente.
| Estratégia | Problema principal | Variável crítica |
|---|---|---|
| Load shifting | Compra de energia em período tarifário mais caro | kWh deslocados e duração |
| Peak shaving | Picos de potência e gestão da demanda | kW, duração e frequência dos picos |
| Backup | Continuidade de cargas críticas | Potência, autonomia e arquitetura de transferência |
Quais especificações do HoyUltra 2 importam para projetos C&I?
O HESS-261-2h é um sistema integrado para aplicações comerciais e industriais. A ficha do fabricante informa células LFP de 3,2 V e 314 Ah, energia nominal de 261 kWh, potência nominal de 125 kW a 50 °C e eficiência máxima de ciclo completo de 90,3%.
Gestão térmica e instalação
| Controle e segurança
|
Fontes técnicas: página oficial do HoyUltra 2 e certificado de conformidade do HESS-261-2h.
Como o EMS transforma o equipamento em uma estratégia energética?
A bateria armazena energia, mas o Energy Management System, ou EMS, organiza quando o ativo deve carregar, descarregar ou permanecer em espera. A lógica pode considerar postos tarifários, limites de demanda, disponibilidade fotovoltaica, estado de carga e reserva operacional.
No comissionamento de Salvador, o display LCD touchscreen trouxe praticidade para a configuração das estratégias em campo. Para o integrador, a interface reduz etapas operacionais no ajuste inicial, mas não substitui o estudo de carga nem a validação das proteções e da arquitetura elétrica.
Ver o HoyUltra 2 em operação
O vídeo do case mostra o equipamento comissionado em Salvador e explica a lógica de carga fora da ponta e descarga no período de maior tarifa.
Como a Amara NZero apoia projetos BESS?
Apoio técnico da especificação ao comissionamento
A Amara NZero Brasil conecta a necessidade energética do cliente à solução de armazenamento adequada. O apoio ao integrador pode abranger entendimento da aplicação, seleção do equipamento, alinhamento técnico, fornecimento e suporte ao comissionamento. O projeto de Salvador demonstra essa atuação em uma aplicação real de load shifting com o HoyUltra 2.
Como avaliar se um BESS faz sentido para um comércio?
A triagem começa pela curva de carga, não pelo catálogo. Uma conta mensal elevada não revela em quais horários a energia é consumida, por quanto tempo os picos permanecem nem qual parcela da operação pode ser atendida pelo armazenamento.
- Reunir 12 meses de faturas: identificar modalidade tarifária, demanda contratada, demanda medida e tarifas.
- Obter a memória de massa: localizar consumo na ponta, picos, sazonalidade e cargas recorrentes.
- Definir o objetivo: priorizar load shifting, peak shaving, backup, autoconsumo solar ou uma combinação.
- Dimensionar kW e kWh: calcular a potência que precisa ser atendida e a duração esperada.
- Modelar a operação: considerar eficiência, ciclagem, limites de estado de carga, degradação e lógica do EMS.
- Validar implantação e retorno: revisar integração elétrica, segurança, acesso, espaço, CAPEX, OPEX e ganhos previstos.
Dados que evitam uma proposta genérica
Horários de funcionamento, presença de geração fotovoltaica, gerador existente, custo de interrupções, cargas críticas, espaço disponível e expectativa de expansão também devem entrar no levantamento. Esses dados ajudam a separar uma boa oportunidade de uma aplicação sem base econômica suficiente.
Quanto um BESS pode economizar por mês?
Não existe um percentual universal. A economia de load shifting depende da energia efetivamente deslocada, da diferença tarifária, da eficiência do ciclo e da quantidade de dias em que a estratégia será utilizada.
Valor evitado na ponta menos custo da energia de carregamento menos perdas, degradação e custos operacionais.
Depois dessa conta operacional, a análise financeira incorpora investimento, manutenção, custo de capital, vida útil e possíveis benefícios adicionais. A pergunta adequada para o cliente é quanto custa manter a curva de consumo atual e quais parcelas desse custo podem ser gerenciadas pelo BESS.
BESS precisa estar conectado a um sistema fotovoltaico?
Não. Um BESS pode carregar a partir da rede fora da ponta e descarregar durante a ponta. Quando existe uma usina fotovoltaica, a arquitetura também pode armazenar excedentes, ampliar o autoconsumo e coordenar geração, bateria e cargas. A escolha depende do objetivo econômico e operacional.
Essa flexibilidade amplia a atuação dos integradores. Clientes que instalaram energia solar há alguns anos podem apresentar nova oportunidade quando consomem muito depois do período de geração, enfrentam tarifa elevada na ponta ou precisam gerenciar picos e continuidade.
Quais estabelecimentos podem ser candidatos a BESS?
Varejo e alimentaçãoRestaurantes, supermercados, shopping centers e redes com refrigeração, climatização e operação concentrada na ponta. | Serviços essenciaisHospitais, clínicas, hotéis e data centers com cargas críticas e alto custo de indisponibilidade. | Indústria e logísticaFábricas, centros de distribuição, agronegócio e operações com picos, geração própria ou recarga de veículos elétricos. |
A presença em um desses segmentos não comprova viabilidade. O indicador decisivo é a combinação entre curva de carga, tarifas, criticidade operacional e estratégias que o sistema pode executar.
O que este primeiro comissionamento na Bahia representa para integradores?
O integrador que atua com geração fotovoltaica já conhece produção, consumo, inversores e conexão. O BESS acrescenta a dimensão do tempo: quando a energia será armazenada, quando será utilizada e qual valor econômico ou operacional cada despacho precisa produzir.
A abordagem comercial passa a começar por perguntas sobre o negócio do cliente:
- Em quais horários a empresa compra mais energia?
- Qual é a diferença entre as tarifas de ponta e fora de ponta?
- Há picos de demanda que poderiam ser gerenciados?
- A geração solar ocorre em horário diferente do maior consumo?
- Quanto uma interrupção custa à operação?
No case de Salvador, a resposta prioritária foi o load shifting. O HoyUltra 2 armazena energia fora da ponta e a entrega durante o período mais caro, permitindo que a unidade mantenha suas cargas enquanto reduz a exposição à rede naquele intervalo.
O que a Lei 15.269/2025 muda no contexto do armazenamento?
A Lei 15.269/2025 estabeleceu diretrizes para a regulamentação da atividade de armazenamento de energia elétrica e incluiu entre as competências da ANEEL regular, fiscalizar e definir regras de remuneração e acesso para sistemas conectados ao SIN ou aos Sistemas Isolados. A regulamentação pode contemplar operação autônoma ou integrada e múltiplos serviços, como flexibilidade, potência e serviços ancilares.
Para projetos em unidades consumidoras, a lei reforça a consolidação institucional do armazenamento, mas não substitui os requisitos técnicos, regulatórios e de conexão aplicáveis a cada instalação. Integradores devem avaliar a norma vigente no momento do projeto e as exigências da distribuidora local.
Fonte legal: Lei nº 15.269/2025.
Perguntas frequentes sobre BESS para empresas
BESS realmente reduz a conta de energia de uma empresa?
Pode reduzir quando existe uma oportunidade econômica identificada na curva de carga, como diferença relevante entre tarifas de ponta e fora de ponta, picos de demanda, excedente fotovoltaico ou custos associados a geradores e interrupções. O resultado depende do dimensionamento e da estratégia configurada.
Qual é a diferença entre kW e kWh em um sistema BESS?
kW representam potência, ou quanto o sistema consegue fornecer em determinado momento. kWh representam energia, ou quanto ele consegue armazenar. Um projeto precisa dimensionar as duas grandezas de acordo com a curva de carga e a duração da estratégia.
É necessário ter energia solar para instalar um BESS?
Não. Em load shifting, o BESS pode carregar com energia da rede no período mais barato e descarregar no horário de maior tarifa. Quando existe geração fotovoltaica, também pode armazenar excedentes solares e ampliar o autoconsumo.
Qual é a diferença entre load shifting e peak shaving?
Load shifting desloca energia entre períodos tarifários e depende da capacidade em kWh e da duração. Peak shaving reduz picos de demanda e depende principalmente da potência em kW necessária para limitar a curva de carga.
O HoyUltra 2 é indicado para aplicações comerciais e industriais?
Sim. O HESS-261-2h é apresentado pela Hoymiles como sistema C&I e possui 261 kWh de energia nominal, 125 kW de potência nominal, células LFP de 314 Ah, refrigeração líquida da bateria e do PCS, EMS integrado e componentes principais com grau de proteção IP55.
Um BESS pode substituir um gerador em um estabelecimento comercial?
Depende da arquitetura e do objetivo do projeto. Para fornecer backup, o sistema precisa considerar cargas críticas, autonomia, operação ilhada, transferência, corrente de partida e reserva mínima de estado de carga. Um BESS projetado somente para load shifting não deve ser tratado automaticamente como solução de backup.
Onde encontrar solução BESS Hoymiles para projetos C&I no Brasil?
A Amara NZero Brasil fornece soluções de armazenamento Hoymiles e apoia integradores em etapas como análise da aplicação, especificação e comissionamento de projetos BESS comerciais e industriais.
Seu cliente tem consumo relevante no horário de ponta?
Apresente a curva de carga à equipe da Amara NZero Brasil e avalie uma solução BESS alinhada à operação, às tarifas e aos objetivos do estabelecimento.
Case: primeiro comissionamento BESS Hoymiles no estado da Bahia. Aplicação: unidade do McDonald’s em Salvador. Equipamento: HoyUltra 2 HESS-261-2h. Estratégia: load shifting. A economia efetiva de cada projeto depende do perfil de carga, das tarifas, das condições técnicas e da estratégia operacional.