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Solar

Ondas de Calor: Impactos no Setor Elétrico e a Solução da Energia Solar


Sabemos o impacto que as mudanças climáticas têm ocasionado no planeta como um todo — seja com a elevação das temperaturas médias, com a intensificação de eventos atmosféricos de grandes proporções onde antes isso não ocorria, além claro, dos impactos no nosso dia a dia como apagões de energia, enchentes, etc. Mas para além deste fato, já abordado em artigo anterior, de que forma essas mudanças impactam especificamente no quesito energia elétrica e geração de energia através de fontes renováveis? E de que forma isso também pode trazer impactos à eficiência dos sistemas de geração de energia?

Ondas de calor e o impacto no setor energético: como a energia solar pode ser a solução?

Como as ondas de calor afetam o consumo de energia elétrica?

Em um primeiro ponto, podemos citar que essas mudanças refletem em um maior consumo de energia elétrica — pela intensificação de uso de aparelhos de ar-condicionado, ventiladores, freezers, etc. Isso causa impacto no sistema elétrico nacional, que demanda uma maior quantidade de geração de energia para atender a todo esse consumo. Uma previsão errônea neste quesito pode ocasionar faltas de energia (apagões), ou até mesmo energia com um custo elevado caso o despacho das usinas hidrelétricas não seja feito de uma maneira eficiente, ou previsões hídricas não se concretizem como o esperado, visto que isso demanda o uso de usinas termelétricas, poluentes e com o custo de energia elevado.

O fenômeno das ondas de calor também acelera o processo de evaporação dos reservatórios hídricos, reduzindo o nível dos mananciais utilizados pelas hidrelétricas. Isso cria um ciclo preocupante: quanto mais calor, maior o consumo de energia; quanto maior o consumo, maior a pressão sobre um sistema já fragilizado pela escassez hídrica. A gestão eficiente desse equilíbrio torna-se, portanto, um desafio crescente para os operadores do sistema elétrico nacional.

Como já sabemos, a melhor forma de mitigar esses impactos é com o uso de energias provenientes de fontes limpas e renováveis, que contribuirão para uma maior diversificação e confiabilidade do nosso sistema interligado nacional. Porém, estas mudanças climáticas que vêm ocorrendo podem também impactar na eficiência dessas outras fontes de energia?

Qual é o impacto das mudanças climáticas na geração fotovoltaica?

Quando falamos de geração de energia elétrica através da matriz fotovoltaica, temos alguns impactos que podem ser resultantes destes fenômenos climáticos:

  1. Aumento das temperaturas: pode ter impacto negativo na geração, visto que a eficiência dos módulos fotovoltaicos e inversores é reduzida com esse aumento da temperatura. Módulos operando acima de 25°C — temperatura de referência padrão — apresentam queda progressiva na potência gerada, o que exige um dimensionamento criterioso dos sistemas instalados em regiões mais quentes do Brasil.
  2. Alteração nos padrões de irradiação: a geração de energia elétrica é diretamente proporcional à irradiação recebida pelos módulos. A influência das mudanças climáticas pode trazer impacto neste sentido a partir da mudança das características da irradiação histórica no local — dias mais longos, mais curtos, menos ou mais dias chuvosos, etc.

Para minimizar esses efeitos, é fundamental que os projetos fotovoltaicos considerem as projeções climáticas regionais em suas análises de viabilidade. O uso de módulos com menor coeficiente de temperatura e o posicionamento estratégico das instalações são medidas técnicas que contribuem para manter a eficiência mesmo diante de condições adversas.

Sabia que? O Brasil é o país com maior potencial de geração solar fotovoltaica da América do Sul. Mesmo com as variações climáticas, a irradiação média nacional permanece entre as mais altas do mundo — o que torna o investimento em energia solar altamente competitivo.

A energia eólica resiste às mudanças climáticas?

A energia eólica, por ser gerada a partir de uma fonte inesgotável, é uma excelente estratégia para a transição energética. Os estudos prévios à sua instalação contribuem para que as usinas estejam localizadas em pontos estratégicos, otimizando a geração de energia ao máximo.

Além disso, a energia eólica não emite gases ou substâncias que prejudicam o meio ambiente, o que contribui para um ar mais limpo. Considerando a ampla possibilidade de locais de instalação — inclusive em zonas rurais e litorâneas —, ela não afeta a população local com questões respiratórias, sendo uma alternativa socialmente responsável.

Mesmo com períodos de baixos ventos, é possível manter a geração de energia. Isso graças a toda uma engenharia utilizada na estrutura interna do aerogerador, com equipamentos que multiplicam e otimizam esse processo de transformação. Por isso, também é fundamental manter as atividades preventivas e corretivas planejadas em dia, a fim de reduzir o desgaste dos componentes e garantir a execução adequada diante das oscilações climáticas.

As mudanças nos padrões de vento causadas pelas alterações climáticas exigem atualização constante dos estudos anemométricos utilizados no planejamento de novos parques eólicos. O monitoramento contínuo e a revisão dos modelos de geração são práticas essenciais para garantir que os projetos mantenham sua viabilidade ao longo de toda sua vida útil.

Como as energias renováveis protegem o consumidor final?

As energias renováveis já desempenham e continuarão a desempenhar papel fundamental na mitigação destes impactos. Fontes como energia solar e energia eólica possuem a capacidade de não só diversificar a matriz energética brasileira — trazendo maior confiabilidade ao sistema como um todo — como principalmente trazer uma maior segurança e robustez na ponta, ao cliente final.

Isso porque o consumidor tem a possibilidade de produzir sua própria energia no seu telhado e, com o avanço das tecnologias de armazenamento de energia, sobrecarregar menos o sistema elétrico brasileiro e se ver imune a apagões, cada vez mais frequentes — seja por sobrecarga do sistema, seja por intercorrências climáticas (acidentes na rede ocasionados por ventos, chuvas, alagamentos, etc.).

A geração distribuída, especialmente por meio de sistemas fotovoltaicos residenciais e comerciais, representa uma mudança de paradigma na relação entre o consumidor e a rede elétrica. Em vez de depender exclusivamente de uma concessionária centralizada, o prosumer — aquele que produz e consome sua própria energia — ganha autonomia e resiliência energética, especialmente em cenários de instabilidade climática.

 

Qual é o futuro das hidrelétricas no Brasil?

Apesar de ser uma energia limpa e possuir uma grande participação na nossa matriz energética, as hidrelétricas já estão, de alguma forma, saturadas no país, sem grandes opções de novas usinas para expansão da capacidade de geração, além de todo o impacto ambiental que os reservatórios podem causar. Temos visto ultimamente uma maior dificuldade para liberações ambientais para este tipo de usina.

Aliado a isso, temos a redução de preços dos insumos para energia solar que vem ocorrendo nos últimos anos, tornando este tipo de geração muito mais atrativa. Por meio dos sistemas geradores fotovoltaicos de energia, é possível alcançar uma maior independência da rede elétrica da concessionária — ou até mesmo a total independência, em sistemas com armazenamento. Temas como a Lei 14.300 e a redução do percentual da tarifa de energia compensada ano após ano, quando se injeta na rede da concessionária, acabarão por impulsionar essa maior independência da rede elétrica nacional — os chamados sistemas híbridos ou até mesmo off-grid.

A transição para um modelo mais descentralizado de geração não é apenas uma tendência tecnológica, mas uma resposta estratégica às limitações estruturais do sistema hidrelétrico brasileiro frente às pressões climáticas crescentes. Diversificar a matriz energética com fontes complementares é, hoje, uma necessidade — não uma opção.

 

O que é necessário para garantir um futuro energético sustentável no Brasil?

O aumento da temperatura e os desafios climáticos exigem soluções energéticas inovadoras. A energia solar e eólica não são apenas alternativas, mas caminhos essenciais para um futuro energético mais seguro e sustentável no Brasil.

Para isso, é necessário um conjunto de ações integradas: investimento em pesquisa e desenvolvimento tecnológico, atualização da legislação regulatória, incentivos fiscais para a adoção de energias renováveis e, especialmente, a educação do consumidor sobre o papel que ele pode desempenhar nessa transição. O Brasil tem uma das matrizes energéticas mais renováveis do mundo, e tem tudo para liderar a transição energética na América Latina.

A Amara NZero está comprometida com essa jornada, oferecendo soluções em energia solar, eólica e eficiência energética que ajudam empresas e consumidores a reduzir sua dependência de fontes fósseis, diminuir custos e contribuir para um planeta mais sustentável. Cada sistema instalado é um passo concreto rumo a um futuro energético mais resiliente, limpo e independente.