Pular para o conteúdo principal

Solar

Monofacial vs Bifacial: Estudo de Caso de Geração no Laboratório Recôncavo Solar


Confira o teste real do Laboratório Recôncavo Solar. Descubra como os módulos bifaciais geraram 14% mais energia na prática e superaram simuladores.

Quatro módulos fotovoltaicos instalados em estrutura de solo com bases de concreto sobre um terreno de brita no Laboratório Recôncavo Solar.
Módulos / painéis solares

Ao projetar uma usina solar, uma das dúvidas mais comuns dos integradores é se o investimento em tecnologia bifacial realmente traz retorno em campo. Para responder a essa pergunta com dados reais, o Laboratório Recôncavo Solar conduziu um comparativo direto de geração.

Avaliamos o desempenho de dois módulos Trina Solar de 405 Wp instalados lado a lado: o modelo TSM-DE15M(II) (monofacial) e o modelo TSM-DEG15MC.20(II) (bifacial). Como ambos possuem silício monocristalino, tecnologias multibusbar e half-cell, a única variável do teste foi a captação traseira do módulo bifacial e a estrutura de montagem.

Módulos fotovoltaicos instalados no Laboratório Recôncavo Solar
Figura 1: Módulos Instalados para o teste.

Como o Comparativo Foi Feito

Para garantir a precisão da análise, os módulos foram conectados a microinversores APsystems, permitindo a coleta de dados de geração (em kWh) de forma individualizada ao longo de meses. O módulo monofacial foi instalado em estrutura monoposte, enquanto o bifacial utilizou sapata corrida.

Além da medição física, utilizamos o software PVsyst para projetar a geração esperada no segundo ano de operação do sistema, avaliando se a degradação e a eficiência acompanhariam as promessas do fabricante.

Resultados: O Módulo Bifacial Supera as Expectativas

Os dados coletados no primeiro semestre do ano revelaram uma vantagem clara para a tecnologia de dupla face.

Tabela de somatório de geração em kWh comparando módulos monofaciais e bifaciais
Tabela 1: Somatório de geração em kWh para os módulos testados.

Mesmo descontando uma pequena variação de 0,30% referente à diferença estrutural, a conclusão direta é expressiva: os módulos bifaciais apresentaram uma eficiência real aproximadamente 14% superior ao seu par monofacial equivalente.

Ao comparar esses números com os levantamentos de 2022, observamos que o comportamento percentual de ganho se mantém consistente ano após ano, garantindo que o investimento na tecnologia bifacial continua entregando retornos superiores a longo prazo.

A Realidade vs. Software de Simulação (PVsyst)

Ao cruzar os dados reais com as estimativas do PVsyst para o mesmo período, notamos uma divergência interessante a favor do integrador.

Tabela comparativa entre a geração esperada no software PVsyst e a geração real obtida
Tabela 2: Comparativo entre a geração esperada (PVsyst) e a obtida.
  • A surpresa do Bifacial: O software previa uma diferença de geração de apenas 7,24% a favor do bifacial. Na prática, o ganho de 13,51% a 14% provou que o equipamento superou as estimativas virtuais (considerando um albedo testado de 0,35 no solo).

  • O desempenho do Monofacial: O painel convencional operou cerca de 5% abaixo das expectativas do simulador, indicando que o software superestimou sua capacidade no projeto.

O Que Isso Significa Para Seus Projetos?

Manter sistemas atualizados com módulos de alta qualidade potencializa a geração de forma agressiva. Cada acréscimo em kWh gerado pela tecnologia bifacial corresponde a ganhos financeiros significativos ao longo de toda a vida útil da usina, além de ampliar a redução na emissão de CO2.

A tecnologia bifacial já não é apenas uma tendência, é uma ferramenta comprovada para maximizar a rentabilidade de projetos solares em solo.


DÚVIDAS E SUPORTE TÉCNICO PÓS-VENDA:
Fale com a engenharia da Amara NZero Brasil:
suportetecnico@amaranzero.com
(71) 3273-7883